SINISTRADOS DAS CHUVAS DE 2015 RECLAMAM DO ABANDONO EM QUE SE ENCONTRAM (video)


 

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20.10.2016

SINISTRADOS DAS CHUVAS DE 2015 RECLAMAM DO ABANDONO EM QUE SE ENCONTRAM

Devido às chuvas de Março de 2015, milhares de pessoas dos municípios do Lobito e da Catumbela viram as suas casas destruídas e os seus bens perdidos, para não falarmos das dezenas de mortos.

Depois de parte dessa população ter sido colocada num acampamento provisório, em tendas, a cerca de 15 km da cidade do Lobito.

Foram criadas várias condições, para além das tendas, no que se refere, por exemplo, a um sistema de abastecimento de água canalizada por gravidade a partir de tanques centrais abastecidos por cisternas. Foi ali instalado um sistema de latrinas, em que até os chineses estiveram a construir. Havia também um sistema de recolha de lixo, com reservatórios perto das tendas que depois eram transladados para contentores maiores nos limites do acampamento que por sua vez eram recolhidos por viaturas para as lixeiras da cidade. Havia um sistema de abastecimento alimentar, de assistência médica e medicamentosa, enfim, foram criadas as condições mínimas de respeito à dignidade humana.

Infelizmente, estas populações foram de novo transferidas nas suas tendas para uma outra zona, ainda mais distante (pouco mais de 20 km), conhecida por “Cabrais” onde foram depositados à sua sorte à espera da construção das suas habitações.

A caminho de 2 anos e com as chuvas já a caírem, as associações AJS, CRB e OMUNGA decidiram fazer a monitoria da situação.

Por isso, endereçaram cartas às Administrações do Lobito e da Catumbela a informar dum encontro de auscultação que realizariam naquelas comunidades a 19 de Outubro, depois de uma visita que efectuaram ao local a 14 de Outubro de2016.

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Foi assim que a 19 de Outubro, o Administrador municipal adjunto da Catumbela, a responsável pela área social da Catumbela, o administrador comunal do Biópio, o responsável da zona, representante da polícia nacional, sobas e séculos, acompanharam este encontro organizado com as populações.

A situação é preocupante conforme constam dos relatos dos cidadãos que não se calaram de agradecer os esforços iniciais do governo mas a exigir de novo a devida atenção.

Eis aqui alguns aspectos apresentados pelos cidadãos no referido encontro. A OMUNGA promete trazer a público mais informações referentes a esta matéria.

Vídeo e fotografias de Domingos Mário

Texto de José Patrocínio

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