FORMAÇÃO DE REPÓRTERES COMUNITÁRIOS: MAIS PARTICIPAÇÃO, MAIS CIDADANIA


 

A 17 de Janeiro arrancou a primeira fase de formação de repórteres comunitários, organizado pela OMUNGA para este ano de 2017.

O objectivo geral é de capacitar e promover jovens ativistas sociais que ao mesmo tempo dominem as ferramentas de jornalismo e assim possam trazer para o mundo as notícias e problemas das suas comunidades mas ao mesmo tempo possam ajudar as suas comunidades a ultrapassar algumas dificuldades com a disponibilização de informações. São assim agentes sociais atentos que dão voz às suas comunidades, e não só, e servem de educadores comunitários ao mesmo tempo.

Neste momento, decidiu-se dar um enfoque ao processo eleitoral. Como está em curso o registo eleitoral, os repórteres comunitários vão ouvir os cidadãos sobre como decorre esta fase a nível das suas comunidades e ao mesmo tempo encaminhar e acompanhar problemas ou dificuldades que encontrem de forma a facilitar o mais depressa possível a procura de solução.

Não se pretende mobilizar os cidadãos para que exerçam o direito ao voto mas, para aqueles que assim o pretendam, que o possam fazer livremente.

Por isso a enorme preocupação em relação à intolerância política. Estes repórteres deverão registar todos os casos que possam ocorrer de intolerância política nas suas comunidades e dar o devido tratamento, quando possível, nas próprias comunidades ou em caso de maior gravidade, fazer o devido encaminhamento.

Há uma atenção especial para a rapariga e a mulher, quer envolvendo nesta acção como sendo o grupo algo a que os repórteres comunitários devem dar especial atenção.

Assim, este grupo de repórteres comunitários é constituído inicialmente por 28 pessoas das comunidades do Bº da Luz, Cassai, São Miguel e 16 de Junho, com idades que variam entre os 11 e os 29 anos de idade, dos quais 13 são do sexo feminino.

Esta fase do processo formativo teve a duração de 4 dias com sessões diárias de 3 horas cada. Duas comunidades receberam a formação no período da manhã e as outras duas, no período da tarde, sendo orientadas por dois monitores da OMUNGA.

Foram transmitidas informações sobre técnicas de jornalismo e do uso da câmara de vídeo.

Neste momento arrancou a segunda fase, com aplicação de conhecimentos. A nível de experiência, duas das senhoras da comunidade do 16 de Junho, conjuntamente com um monitor da OMUNGA deslocaram-se ao Huambo onde se encontram a fazer reportagens. Nesta fase, aprende-se a planificar uma reportagem, definindo alvos a serem entrevistados e as pautas das entrevistas que depois voltarão ao Lobito e conjuntamente com todos os demais formandos vão analisar, reflectir e definir o roteiro de edição. O aprendizado sobre a edição de vídeo será a fase final. Pretende-se ainda desenvolver sessões de vídeo-conferência com jornalistas.

Este projecto denomina-se “Eleições Livres, Já!” e conta com o apoio financeiro da NED. No entanto, a produção do manual que serve de base para outras oficinas a terem lugar com crianças e adolescentes de escolas primárias públicas, contou também com o apoio da embaixada do Canadá.

 

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