LOBITO: MORADORES DO MBANGO-MBANGO CLAMAM POR SOCORRO


Por: Maravilha de Almeida, Cecília Fernando, Delfina Nhanga e Valentina Sachilanda

Estagiárias de Comunicação Social

 

Mais de 75 pessoas residentes no município do Lobito, bairro MBango-MBango, junto ao condomínio das Alfândegas, estão na iminência de verem as suas casas demolidas pela administração municipal do Lobito, facto este que levou a equipa da Omunga a deslocar-se ao local para conversar com os moradores.

            Segundo a população, ainda não receberam nenhuma comunicação formal da administração municipal, contudo se depararam com uma nota informativa que circulou numa das rádios, dando conta que teriam um período de 72 horas para abandonarem o local e levarem os seus haveres, para não serem expulsos de forma compulsiva. O comunicado da rádio informou também que aqueles meios que não forem removidos do local naquele período, seriam confiscados para o interesse do estado. Acrescentaram ainda que apenas receberam a visita de alguns fiscais e exigiram que os cidadãos tinham que deixar o local, porque o espaço serviria para construção de infraestruturas do estado, sem mais nenhum fundamento.

“Se a administração e a polícia virem aqui para nos expulsarem e demolirem as nossas casas, será melhor nos matarem a todos, porque já estamos cansados com essas ameaças”. Disse um dos cidadãos.

O motivo da expulsão, de acordo ao despacho sem número, datado de 4 de Outubro, que a Omunga teve acesso através da página oficial da AML no facebook, deve-se pelo facto da população ocupar parte  do espaço de forma ilegal; Outro motivo está ligado ao interesse do estado em construir um Hospital Municipal, Escolas e outras infraestruturas não mencionadas no referido despacho.

A população por sua vez, clama por intervenção tomando em conta a sua situação financeira que os impossibilita se movimentarem para construírem as suas casas em outro local. São na sua maioria pessoas desempregadas que têm feito um esforço enorme para poderem sustentar as suas famílias e não só, segundo os mesmos, tem dias que não conseguem o comer e são obrigados a alimentarem-se de raízes de plantas.

A população apela ainda no sentido de a administração tratar os cidadãos com mais dignidade e respeito e que possa colocar em prática o Slogan do presidente da república que é o de melhorar o que está bem e corrigir o que está mal.

 

Lobito, 25 de Outubro de 2021

 

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