PORTUÁRIO DENUNCIA RAPTO QUE SOFREU NESTE DOMINGO : ENVOLVIMENTO NO MOVIMENTO GREVISTA DO PORTO DO LOBITO (entrevistas)


PORTUÁRIO DENUNCIA RAPTO QUE SOFREU NESTE DOMINGO: ENVOLVIMENTO NO MOVIMENTO GREVISTA DO PORTO DO LOBITO (entrevistas)

Lobito, 16.10.17

Ndongo denunciou hoje à OMUNGA, o “rapto” de que foi vítima neste domingo 15, “por volta das 17 horas”. De acordo a este trabalhador do porto do Lobito, disse que “por tudo que passei, deu-me a entender que a questão é extremamente séria” e justificou pelo “número de pessoas envolvidas naquele rapto…. eram mais de 12 homens e 3 viaturas, duas carrinhas e um turismo”.

Ainda de acordo a este cidadão “as viaturas são particulares. É uma carrinha Hilux, onde fui transportado, de cor branca”, uma azul e outra vermelha.

O portuário considera que “por detrás do rapto está a má gestão do porto do Lobito. Eu sou das pessoas que não pactuo com a má gestão e não me revejo na actual gestão do porto, falo no conselho, na pessoa do PCA, o Anapaz de Jesus Neto, que me tem como quebra-cabeça na gestão dele, uma vez que sou recto e primo naquilo que são os princípios legais, as normas legais, no sentido de mantermos o bom clima e uma gestão transparente”.

Ao explicar como foi “raptado”, disse que foi “interpelado por essas pessoas e fui levado até Benguela, mas tudo, tudo parecia-me ser algo de outro mundo.

O referido cidadão foi levado para a direcção provincial de investigação criminal de Benguela que disse que, desde que foi levado por volta das 17 horas, ali ficou até por volta das 21 horas em que foi chamado pelos “superiores”. Adiantou, “estava alguém que foi enviado de Luanda”. De acordo a conversas que foi ouvindo, soube que havia um “director da investigação criminal”.

Segundo Ndongo, o “processo fracassou porque a família tomou conta da situação” que foi telefonando e se fez presente no local” e acrescentou que “tanto mais que eles mentiam, quando a minha família perguntava se eu de concreto estava na unidade, eles diziam que ele não está aqui, não apareceu ninguém aqui”.

Chegou mesmo a considerar que “enfraqueceu mesmo o que era a intensão deles, eu acho que era matar ou dar um sumisso da minha pessoa.

Já a sua tia, também contactada pela equipa da OMUNGA, deixou esta mensagem.

 

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