18 jovens detidos em Chokwé (Moçambique) provisoriamente Livres   Recentemente updated!


Prezado(a), 

Quando iniciamos esta acção de libertação dos 18 jovens detidos em Chokwé, encarcerados em Guijá, transferidos para Xai-Xai e, finalmente libertos à 30 de Novembro, a Nova Democracia nunca imaginou a dimensão da solidariedade e amor que encontraríamos por parte da sociedade.

Nenhuma das frentes da campanha teriam sucesso se vocês não existissem pois foi o vosso sacrifício e entrega à esta causa que determinou o sucesso da nossa acção. Por isso, queremos hoje agradecer à todos os que fizeram do #Gaza18 o assunto do momento em Moçambique e no mundo:

– Aos Advogados de Defesa que tudo fizeram para que o dia 30 fosse possível;

– À Cídia Chissungo, que contra todas as conotações político-partidárias que poderia sofrer, arregaçou as mangas e se entregou de corpo e alma, consentindo em ser o rosto civil da campanha online (Facebook e twitter) pela libertação e impulsionando assim que cidadãos sem qualquer filiação partidária se consciencializassem de que esta prisão política é uma questão de direitos humanos;

– A Nerima Wako, Directora Executiva do Siasa Place no Quénia – Por ter sido a primeira Activista Africana a responder de forma prática o apelo internacional para a libertação dos jovens presos políticos, disponibilizando o seu staff para a campanha facebook/twitter e, criando um grupo de trabalho online onde diferentes actores e organizações estruturavam os passos de avanço da campanha;

– A Comissão Nacional dos Direitos Humanos, em particular o seu Presidente Luís Bitone Nahe, que apesar de constituir uma entidade estatal, contra todas as expectativas dirigiu-se ao terreno para apurar a denúncia e respondeu positivamente o pedido de intervenção contestando as gravíssimas violações de direitos humanos no terreno e requerendo a libertação dos presos;

– A Amnistia Internacional que respondeu ao apelo internacional juntando à si uma séria de organizações cívicas e protectoras dos direitos humanos em Moçambique e além-fronteiras para protestar as gravosas violações dos direitos humanos neste processo;

– Ao CDD e ao Southern African Human Rights Defenders Network que, mesmo diante de um valor à todos os níveis inaceitável colocaram os direitos humanos acima de qualquer preço e, em resposta à campanha de angariação de fundos iniciada, se prontificaram em pagar a caução na Sexta-feira;

– Às organizações da sociedade civil e de defesa dos direitos humanos:     Ableejay Hope Foundation (Omega Jimmy), Activista Moçambique, AFRICTIVISTES – The League of African Bloggers and Cyberactivists for Democracy, Africans Rising, African Youth Political Congress AYOPOCO, Botswana Young Men Association, CIVICUS/VUKA, FJLP – Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa, FORCOM – Fórum das Rádios Comunitárias de Moçambique, Fórum Mulher, Marcha Mundial, SOS HABITAT – HACÇÃO SOLIDÁRIA, Freedom House, Friends of Angola, GEARS Initiative da Zâmbia, LUCHA RDC, Mudar-Viana de Angola, Núcleo Belas em Acção de Angola, OMUNGA, Parlamento Juvenil, PLACA de Angola, Projecto AGIR de Angola, Rede Terra, SALC – Southern Africa Ligitation Centre, SIASA Place, Solidariedade Moçambique, Vanguard Africa, Yoner Liberia – Youth Network for Reform, WLSA – Women and Law in Southern Africa, World Assembly of Youth WAY, ActionAid e, Ngo’shawo – mouvement de la jeunesse comorienne – que mesmo sendo politicamente neutras, colocaram os direitos humanos à frente de qualquer convicção política;

– A Comunidade Internacional em Moçambique e ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os direitos humanos pela preocupação manifesta em perceber melhor de modo a agir em conformidade com os seus valores e princípios; em particular à missão de observação eleitoral da União Europeia pela coragem na emissão de uma posição;

– À media nacional e internacional por reportarem incessantemente esta ilegalidade trazendo a cada dia novos factos e eventos que a sociedade precisava saber para formar uma opinião consciente;

– À todos os individuais que responderam prontamente ao chamamento da campanha online #Gaza18 contribuindo com o que tinham e, por vezes, acima das suas capacidades para a angariação do valor. Quando iniciamos estávamos conscientes de que o valor era utópico e não imaginamos o volume de vozes que se iria erguer à volta do assunto. Felizmente, interrompemos as contribuições mais cedo, depois de 48 horas quando nos surgiu um caminho alternativo. Somos pequenos demais para citar quando Activista e humanista que contribuiu e temos uma enorme responsabilidade de prestação de contas à vocês relativamente ao tratamento dado ao vosso valor.

Este processo ainda não terminou e queremos continuar a contar convosco na fase do julgamento.

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