QUINTAS DE DEBATE – O PAPEL DA SOCIEDADE CIVIL NA CONSTRUÇÃO DA PAZ (PRELECTOR REVERENDO DANIEL TONY NZINGA)


 

Em forma de abordagem introdutória, na pessoa do Dr. Édio Martins o actual Reitor do Instituto Superior Politécnico da Lusíada em Benguela, sobre o tema em debate frisou que na sua opinião a construção da paz é exclusivamente um procedimento civil, é evidente que numa primeira fase para o estabelecimento da mesma é necessário uma intervenção das forças armadas ou forças de segurança. Mas na prática ela própria o significa uma forma de estar civil.

Afirmou ainda que a sociedade civil, só é sociedade civil no seu todo se estivermos num processo de paz. Enquanto sociedade civil ela é simultaneamente um invólucro, uma panela, e ao mesmo tempo também é o conteúdo da panela, ou seja, afirmou o Dr. Édio que não é possível termos uma sociedade civil totalmente activa que conta com bastante intervenção, com capacidade de produzir uma nação, um país novo, de construir um desenvolvimento, de garantir sustentabilidade e de criar lógica de possível melhoria de vida que é no fundo os ideais mais profundo de uma nação, já mais poderá acontecer se o invólucro e o conteúdo da panela forem no âmbito de paz.

E deu sequência a seguir ao Dr. Édio Martins, o Reverendo Daniel Tony Nzinga como prelector do Debate em abordagem, começando por dizer que embora não seja muito fácil fazer uma avaliação contextual do estado da paz em Angola, é necessário percebermos o significado e o sentido real da paz. Acrescentou o Reverendo sobre a definição geral da paz, dizendo que a  mesma não significa apenas a ausência de conflitos armados, e que em grande parte se comete o erro de que a pessoa está em paz, pelo simples facto de não estar a reagir de forma violenta, mas que a ausência de paz na pessoa internamente, já é a presença de um conflito, conflito esse que explode quando a pessoa não consegue mais controlar, sendo essa uma das realidades que o mesmo tem dado sobre a interpretação de Angola, acrescentando que já não estamos em guerra de conflitos armados abertamente o que eventualmente isso não signifique que os conflitos acabaram.

Assim sendo deixou bem patente, e como uma das definições mais convincentes, e que o mesmo acredita, sendo a paz , para ser paz deve ser uma experiência comum de vida juntos, o que quer dizer que aqueles que vivem juntos, cada um deve sentir e deve viver essa experiência de que está em paz. Porque sem isso não vamos viver em paz, e quando falamos de experiência comum estamos a dizer que o que cada um vive há uma possibilidade de harmonizar as pessoas, razão pela qual acredita nessa mesma definição, afirmou o Reverendo.

 

Assista o debate na íntegra:

II ª PARTE DO DEBATE

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