INTOLERÂNCIA POLÍTICA NO MONTE BELO


INTOLERÂNCIA POLÍTICA NO MONTE BELO

Lobito, 18.09.2017

Mais uma vez, o município do Bocoio é alvo de acções de intolerância política, provocando o caos, o medo e a deslocações forçada de populares.

A OMUNGA inicialmente recebeu informações a partir do Monte Belo via telefone. As referidas informações apontavam para uma acção de grande vulto perpretada por militantes d o MPLA contra militantes da UNITA.

Preocupada com as informações, a OMUNGA decidiu a 17 de Setembro, deslocar-se ao local e poder assim, in locu recolher mais informações e poder fazer uma avaliação mais realista sobre os acontecimentos.

De acordo às pessoas contactadas, a UNITA fora informada pelo comando municipal da policia de que a 16 de Setembro, realizar-se-ia uma passeada promovida pelo MPLA para festejar a vitória dada pela CNE àquele partido e ao seu cabeça de lista, nas eleições de Agosto último.

Nessa manhã, um grupo de apoiantes do MPLA terá passado junto à sede municipal da UNITA onde terão, em geito de provocação, declarado que “o João Lourenço ganhou, vamos partir a sede da UNITA e eles vão de novo par as matas”.

Em resposta a isto, os militantes da UNITA que se encontravam na sua sede, reagiram tendo iniciado a confusão. No início, tentou-se ainda acalmar, tendo mesmo a polícia intervido no sentido de apaziguar. No entanto, após a chegada do Administrador Comunal, os efectivos da polícia foram orientados para intervir disparando contra a sede da UNITA e os militantes. Foi o ponto de partida para o alastramento da violência.

Os apoiantes do MPLA protegidos pelas forças policiais, começaram a invadir, a destruir e a queimar as residências, lojas, armazéns e bens pertencentes a militantes da UNITA.

Em consequência disto, muitos populares refugiaram-se nas matas. Houve feridos e pessoas detidas.

Em Agosto deste ano, a Plataforma Eleitoral da Sociedade Civil – Benguela (PESCB) publicou um relatório sobre a intolerância politica que se vive no Bocoio desde a assinatura dos acordos de paz. A 26 de Maio do corrente ano, um incidente ocorrido na povoação da Balança, comuna do Cubal do Lumbo, provocado mais de 3000 pessoas deslocadas. Nesse relatório apontaram-se as causas de estes acontecimentos e apresentou conclusões e recomendações. Infelizmente, o referido relatório não foi bem aceite por parte quer da Administração Municipal, quer do comando municipal da polícia. É daí que, de forma inexplicada, estas instituições decidem por desenvolver uma campanha de descrédito quer contra a Associação OMUNGA (membro da PESCB e responsável pela elaboração do referido relatório), bem como contra o seu director executivo.

De acordo ainda a informações, o próprio Administrador Municipal Adjunto, Sr. Herculano, terá proferido palavras pouco abonatórias em relação ao director executivo da OMUNGA, aquando do encontro que manteve, conjuntamente com o secretário municipal da UNITA e o comandante municipal da PN, no Monte Belo com miitantes da UNITA junto à sede comunal deste partido, com o intuito de apaziguar os ânimos, na tarde de 17 de Setembro.

Ainda hoje (18.09.2017), a OMUNGA teve informações, por confirmar, que dizem que mais um militante da UNITA terá sido agredido por apoiantes do MPLA naquela localidade.

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