Crianças da comunidade N´golo D`area realizam entrevistas sobre o jogo Wela


Na zona-3 do município do Lobito, a praça da calumba tem sido o centro de toda a diversão.

Como continuidade às aulas práticas das oficinas de jornalismo com os alunos da escola da comunidade Ngolo D´areia, os meninos realizaram entrevistas aos jogadores do tradicional estilo, no mercado da Calumba.

Durante as conversas, os alunos constataram que a maioria das pessoas ligadas ao jogo na praça, são vendedores que, na medida que esperam os clientes divertem-se com a tal modalidade onde fazem também apostas.

Segundo um dos grandes campões Lopes Brito, em entrevista, afirmou tratar-se de um jogo tradicional africano, e que em outros países como Guiné Conacri e Nigéria apenas jogam com duas filas que é muito diferente em Angola onde joga-se com 4 filas e 20 “buracos” por fila. É um jogo colectivo que pode ser jogado por duas ou mais pessoas.  Brito asseverou ainda que “o jogo é matemático, o tempo de duração depende muito dos jogadores”.

O professor e activista social Gabriel Romeu, fala das vantagens do jogo wela na vida das crianças, jovens e adultos, alegando que é um jogo de cálculo mental para vencer o adversário através das estratégias que o jogador usa durante o jogo.

“Os jogos mentais  “quanto mais se ganha mais queremos jogar” e nos torna viciante no jogo, e não conseguimos orientar directo o nosso  tempo para as principais actividades. Ainda o activuista considerou que o jogo é importante. O jogo é bom, mas há que dividir o tempo de trabalho”, apelou o activista social apontando as vantagens e desvantagens dos jogos.

Acrescentando que as crianças não devem colocar os jogos em primeiro lugar porque enquanto crianças o grande objectivo é a formação e dedicar mais tempo na escola e nas actividades de casa.

Imagens: Alunos das oficinas de jornalismo

Texto: Rufina Lucamba

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