RESUMO DA 9ª EDIÇÃO DO PROGRAMA RADIOFÓNICO SOBRE A CORRUPÇÃO


A Omunga no âmbito do projecto corrupção é crime, realizou a sua 9ª edição do programa radiofónico no dia 15 de Abril na rádio Eclésia de Benguela cuja reflexão centrou- se na situação da desigualdade em Angola.

Angola celebrou recentemente, a 4 de abril o 19º aniversário desde que se rubricaram os acordos de paz entre as principais forças beligerantes, o MPLA e a UNITA, no Luena, Moxico em 2002.

O sentimento era de expectativa no sentido de voltar a reconstruir o país e dar vida digna á todos angolanos e angolanas, sendo assim, vários modelos foram ensaiados com vista na consolidação da paz e reconciliação nacional e outro que veio a culminar com a elaboração da constituição da república, mas infelizmente continuamos nos dias de hoje a evidenciar questões ligadas ao tribalismo, regionalismo, racismo e na maior parte dos casos situações de intolerância política.

Por outro lado, com o elevado preço do barril do petróleo na altura, foram erguidas algumas infraestruturas, criados alguns programas com o objectivo de se elevar o nível de vida dos angolanos. (BUE, PAPAGRO, etc.)

A verdade é que o fraco impacto de tais projectos e a corrupção endémica que fez morada na gestão pública angolana deixam muito aquém das expectativas.

 O DEBATE

Durante a conversa, os convidados fizeram o balanço dos 19 anos de paz em Angola. O Engenheiro Felisberto Amado por sua vez, considerou ser um balanço negativo olhando para actual situação de pobreza que o país vive. Acrescentou dizendo que a presença de alguns Estrangeiros no nosso país, ajudou no desenvolvimento económico e que trouxe fácil trabalho, mas uma felicidade que não durou muito tempo por causa da crise de 2014.

Já o docente Universitário Antônio Carvalho, disse que o crescimento do País deve ser visto em todas às vertentes ou seja, deve-se questionar o quê Angola almejou após a assinatura do memorando de acordo de paz no Luena em 2002? Por outra, o docente universitário disse que foram 27 anos de Guerra Civil, nesse período de facto houve muitas conturbações, como o problema do êxodo brusco e verificou-se também a luta entre os irmãos pelo um único objectivo ” Governação do poder” e essa luta fez com que muitas famílias vivessem tais consequências.

ÍNDICE DA CORRUPÇÃO

Felisberto Amando, disse que Angola é um país não competitivo tudo por causa do elevado índice de corrupção que se regista em vários sectores,  ainda aponta que o ambiente de negócio no nosso país é muito pobre e isto faz com que não haja desenvolvimento e investimento estrangeiro.

 “Se somos assim tão bons porquê é que algumas empresas multinacionais não vêm investir no nosso país? “Questiona o arquitecto Felisberto Amado, quando sobre a temática da corrupção.

Sobre a questão ligada à desigualdade social em Angola, Felisberto Amado respondeu sem hesitar que sempre existirá a desigualdade porque no mundo ninguém pensa igual mas, enfatizou que alguns países de acordo com as suas políticas, tentam acabar com essas desigualdade que existe e nem todos têm a mesma sorte, e que no país, vive-se de uma democracia de fachada e as políticas que são implementadas criam desigualdades.

Ninguém nasce em berço de ouro mas, é importante que existam políticas para salvaguardar o bem-estar ”.

Por sua vez, o docente Universitário Antônio Carvalho, concorda com o Arquiteto Amado no que diz respeito à existência da desigualdade social em Angola, e acrescenta que uma das causas da desigualdade social é a má distribuição das riquezas e a oportunidade de trabalho. E que para acabar com este desiderato, é preciso criar políticas exequíveis como: melhorar o sistema de educação uma vez que faz parte do tipo da desigualdade de rendimento, acesso a saúde em angola entre outros.

De lembrar, que a 9ª edição do programa radiofónico, teve também a participação dos ouvintes e que puderam apresentar as suas preocupações e deixar subsídios sobre a temática.

Texto: Emília Tchissingui e Donaldo Sousa

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