AUTARQUIAS LOCAIS E COMBATE À CORRUPÇÃO ENQUANTO DESAFIOS PARA PRÓXIMA GOVERNAÇÃO


O Projecto AGIR em parceria com a Associação OMUNGA realizou, neste primeiro domingo do mês de Julho, um painel de debate, subordinado ao tema “Autarquias Locais e Combate à Corrupção Enquanto Desafios para Próxima Governação”, na sede do projecto, em Cacuaco.

A mesa redonda esteve composta de três figuras renomadas, nomeadamente o Mestre em Ciência Política, Cidadania e Governação e autor da obra Autarquias Locais-Descentralização, tutela, Eleições, Finanças e Desenvolvimento Territorial, Patrício Mangovo, contou do mesmo modo, com o Jurista e candidato a deputado independente pela lista do MPLA, Milonga Bernardo e pelo politólogo e igualmente Candidato a deputado independente pela lista da UNITA, Olívio Kilumbo.

Diferentes individualidades participaram do debate, desde membros da sociedade civil, professores, director de escola, estudantes, moto-taxistas inclusive adultos, adolescentes e crianças. Todos mostravam-se atentos aos discursos dos facilitadores, não se limitavam, de forma aberta e direcional exteriorizavam as suas inquietações.

Uma das questões colocadas foi sobre os pressupostos para a boa governação, em resposta, o politólogo, Olívio Kilumbo afirmou que uma boa governação resulta de três factores importantíssimos, primeiramente a implementação das autarquias locais, a participação do cidadão no orçamento, por sua vez, a prestação de contas, de forma concreta, segundo o politólogo, a boa governação possui as seguintes características, “sente-se, é visível, cheira e cheira bem”. Já o Mestre em Ciências Políticas, Patrício Mangovo acrescenta que, os recursos minerais, como o petróleo também é um elemento indispensável e decisório para a qualificação de uma boa governação.

O também candidato a deputado independente pela lista da UNITA, Olívio Kilumbo fez saber de igual modo, que as autarquias locais no país trarão maiores vantagens, sendo que, permitirá, observar o crescimento, o desenvolvimento de uma comunidade, fiscalizá-la e acima de tudo, facilitará o combate à corrupção em Angola.

Desta feita, outro integrante da plateia quis conhecer as reais razões que estão na base da não aprovação da lei das autarquias locais, por conseguinte, o jurista e candidato a deputado independente pela lista do MPLA, Milonga Bernardo responde-o, esclarecendo que a “falta de consenso” entre as entidades responsáveis está na base da não aprovação desta lei. Todavia, sublinhou que independentemente de quem seja o vencer das próximas eleições gerais, todos os partidos políticos têm como meta a implementação das autarquias locais, “é um elemento que não vai escapar”, realçou.

O PROJECTO AGIR é uma organização cívica, sedeada em Cacuaco, que tem como objecto social o Poder Local, sobretudo as Autarquias Locais. Com efeito, para contribuir no alcance da mentalidade participativa. Tem levado a cabo vários colóquios, palestras, serões comunitários e conferências municipais com vista a elevar a cidadania na comunidade.

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