Benguela: sociedade reage contra a construção de unidade fabril


Por: Manuela Hália

A Omunga dentro da campanha “Não à desgraça na graça!!!”, realizou nesta quinta-feira (02) a sessão de quintas de debate sobre o tema “QUANDO O PROGRESSO É RETROCESSO- Consequências da má gestão urbanística”, em Benguela, ISP Jean Piaget.

A actividade teve como objectivo levar a sociedade civil a fazer uma análise e reflecção sobre o impacto negativo que a fábrica de fertilizantes químicos em construção no bairro Nossa Senhora da Graça, pode causar a biodiversidade e as pessoas daquela localidade urbana.

Durante a actividade algumas personalidades da sociedade civil pronunciaram-se insatisfeito pelo arranque intensivo das obras da fábrica, foram vários os pontos de vistas apresentados a respeito desta situação.

O secretário geral do Instituto Superior Jean-Piaget, Mário Rui esclareceu ainda para o entendimento de todos alegando que o problema não é a fábrica e sim pelo facto que ser erguida dia após dia no lugar impróprio. O mesmo acrescentou que existe uma série de embrulhadas em volta desta obra, apontou pela necessidade de se analisar e estudar a existência de um projecto.

“A não discussão pública de um projecto são elementos a ter em conta antes da execução de um projecto e ainda velar pelos interesses que a fábrica traz para a comunidade. E tais interesses não foram discutidos com a comunidade benguelense. Ninguém diz nada sobre o assunto, um dia desses a fábrica vai abrir e já não se poderá fazer mais nada para se deslocar”, asseverou o director administrativo Rodrigues e deixou o seu apelo em profunda insatisfação. “Que as próximas fábricas a surgirem em Angola sejam implantadas nas zonas adequadas”.

Ainda dentro da campanha a Omunga pretende realizar uma marcha pacífica de protesto contra a construção da unidade fabril no dia 17 do mês em curso a partir das 10horas do largo 1º de Maio até ao local onde esta ser erguida a fábrica.

Segundo o activista social, Domingos Martins pretende-se com está acção levar todos os estudantes e outros membros da comunidade a uma grande reflexão sobre as consequências que estão por vir e que afectarão as pessoas e gerações vindouras.

 “O objectivo é pôr a sociedade angolana, sobre tudo o povo de Benguela e estudantes para efectivamente se realizar uma manifestação pacífica de reivindicação púbica para que se pare imediatamente a construção da fábrica. Pois está em jogo a vida de muitos cidadãos e da Biodiversidade, a vida é só uma e não existe nenhuma oficina que pode reparar a vida”, contestou o activista.

É de recordar que a ministra da indústria, Bernarda Martins, já apareceu as câmaras e contestou que a entidade proprietária da unidade fabril em construção “foi desobediente”, ao mudar a finalidade da obra, pois o que havia sido autorizada foi uma superfície comercial e não industrial e que o projecto terá que se desmantelar e prosseguir acção em outro espaço apropriado para este tipo de investimento. Tendo já declarado que o assunto está sobre a tutela do governador provincial de Benguela, Rui Falcão, para resolução breve. Mas até ao momento não há resultado algum mediante a está ordem, as obras continuam a ser feitas com maior intensidade.

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