“OS NOSSOS DIRIGENTES DEVEM SABER APROVEITAR MELHOR OS IMIGRANTES QUE ENTRAM NO NOSSO PAÍS”


“Normalmente em países onde existem determinadas instabilidades políticas, as pessoas não se sentem seguras e o facto disso leva-as a deixarem aquele território a procura de segurança”.

Professor e Economista Osvaldo da Cruz

Durante a conferência nacional sobre os direitos dos imigrantes e refugiados em angola, realizada pela Associação Omunga e o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, um dos temas abordados foi sobre “o contributo dos imigrantes no crescimento da economia de Angola”, facilitado pelo economista e docente universitário Osvaldo Martins da Cruz.

Na sua abordagem o facilitador referiu que normalmente quando se analisa o fluxo migratório, é importante sabermos que é um processo transversal, ou seja, ao nível do estado, ele diz respeito à vários ministérios, nomeadamente o da Justiça e dos Direitos Humanos, Ministério do Ensino Superior, que pode nos informar sobre o número de imigrantes em Angola que frequentam o ensino superior; Ministério da saúde; sem esquecer o Banco Nacional de Angola sendo o organismo que controla o fluxo financeiro que o estado arrecada através dos imigrantes.

O fluxo migratório é a entrada e saída de pessoas num determinado território e na sua visão para além da situação económica, uma série de outros motivos contribuem também para estas movimentações.

Quando falamos do fluxo migratório, não devemos somente olhar para as pessoas, temos que olhar também pela entrada de serviços ou de mercadorias. Hoje para exercemos as nossas actividades precisamos de mercadorias que por sinal são produtos fabricados em outros países. Do ponto de vista económico nós temos visto que as economias dos países já não estão fechadas dentro das suas fronteiras, mas circulam entre outros países de modo a permitir melhor qualidade na distribuição dos seus bens e serviços.

Razões de ordem económica, política e razões de ordem social levam as pessoas a abandonarem os seus países a procura de melhores condições de vida e maior segurança. “Normalmente em países onde existem determinadas instabilidades políticas, as pessoas não se sentem seguras e o facto disso leva-as a deixarem aquele território a procura de segurança”, salientou.

De 1975 às 2002, o fluxo migratório em Angola foi mais de emigração, onde muitos Angolanos se sentiram obrigados a abandonarem o país no sentido de fugirem do conflito armado que assolou o país.

Hoje temos visto pessoas de diferentes nacionalidades, entrando para Angola. Como angolanos, temos que saber que nalguma parte da nossa história, e actualmente também fazemos isto, porém devemos receber essas pessoas de formas que elas possam se sentir acolhidas.

Baseando-se em dados de outros países, o economista rematou que o fluxo migratório, contribui significativamente para o crescimento da economia de muitos países e que actualmente ao nível do mundo, a Índia e os EUA são os países que mais se beneficiam com as remeças dos seus imigrantes.

Em gesto de conclusão, o economista rematou que o ministério do interior e os serviços de migração devem estar preparados para que possam ter maior controlo sobre o que cada imigrante e refugiado faz dentro do país.

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