RESUMO DA 6ª EDIÇÃO DO PROGRAMA RADIOFÓNICO “CORRUPÇÃO É CRIME”


TEMA: O PAPEL DA MULHER NA PREVENÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO

TEXTO: FELICIANA MUSSUNDA

Convidadas: Jurista e Comentarista Síria Capingala e Carmen Mateia, Artivista.

A corrupção é um sério obstáculo ao normal funcionamento das instituições, quer no sector público, quer no sector privado. Trata-se de um fenómeno que assume caracter transnacional e que constitui actualmente umas das grandes preocupações no nosso país.

Hoje homens e mulheres de Angola são convidados a olhar a corrupção como fenómeno que atrasa o desenvolvimento em vários ramos. E aí nasce a pergunta: COMO A CORRUPÇÃO AFETA AS MULHERES?

Segundo os dados da convenção das Nação Unidas contra corrupção, os estados partes são obrigados ao desenvolverem estratégias para combater a corrupção no âmbito da convenção, mas é fundamental que as estratégias nacional anti-corrupção utilizem o género como agente de mudança e inclusão…

Embora se saiba que a corrupção a feta as mulheres de forma desproporcional a desigualdade de género mina capacidade de algumas pessoas de participar nos processos de tomadas de decisão e as políticas públicas muitas vezes não dão atenção as necessidades especificas, dos grupos vulneráveis. Por conseguinte, é importante apoiar a participação activa das mulheres e contribuir para elaboração de medidas anticorrupção. Quando as mulheres são as principais responsáveis pela família, podem ser confrontadas com corrupção no acesso ao serviço público, como saúde, educação, água e saneamento.

 Com frequência as mulheres, são esforçadas pagar subornos, por serviços básicos que podem representar uma percentagem maior do seu rendimento.

Alusivo ao dia internacional da mulher, o programa radiofónico Corrupção é crime, trousse em destaque o papel da mulher na prevenção e combate a corrupção.

A jurista e comentarista Síria Capingala inicia descodificando os termos que compõem a temática em análise “O PAPEL DA MULHER NA PREVENÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO “em seguida, procurou saber as funções que a mulher tem feito e deverá continuar a fazer no sentido de evitar a corrupção. Salientou que existem epíteses que a corrupção não existe, e que é nossa intenção de evitar que esta chegue a existir. E numa outra epítese a um reconhecimento da existência da corrupção e que queremos enveredar esforço no sentido de reprimi-la.

Jurista e comentarista Síria assegurou em nota introdutória que a corrupção é um crime, mencionando no código penal no artigo 357, e buscou o conceito de corrupção, na versão e do ponto de vista do professor Filype Bertonoy que é uma acção praticada por um funcionário publico ou por um cidadão normal, que consiste na solução ou na aceitação de determinada vantagem patrimonial ou não patrimonial para si ou para o benefício de terceiros quando não lhe seja permitido.

Falando aí sobre o papel da mulher no combate e na prevenção, a Jurista e comentarista faz uma análise redimensional, quando lhe é perguntado a questão da força, e sobre o grande pendor que a mulher tem na luta no combate à corrupção, que vêm examinar três expectativas:

1º Mulher no seu papel exemplo: trata-se da mulher em quanto vanguarda da reserva moral de qualquer sociedade;

2º Mulher em quanto mãe: Trata-se da mulher educadora, reconhecendo a sua posição no seio familiar como uma instituição básica, onde as pessoas aprendem os seus primeiros valores e seus princípios.

3º papel genético da mulher: Aqui a genética é transversal, ou seja, tanto homem como a mulher assumem um papel similar ao papel do homem.

Exemplo: o papel de colaborar com a justiça, o papel de denunciar, o papel de práticas ligadas a corrupção, esse é o papel genético que a mulher tem em quanto pessoa e em quanto homem no sentido filosófico.

Uma pessoa bem-educada, bem instruída e munida de valores e princípios de facto esta pessoa estará apta para enfrentar os desafios do convivo social.

Existe uma força no nosso país para o combate a corrupção?

Dentro do papel da mulher e em quanto seres socias e em quanto seres profissionais, Síria Capingala declara que existe sim uma força no nosso país no combate a corrupção, mencionando acima duas expetativas da mulher em quanto professora que instrui e educa os alunos, a mulher em quanto política, em quanto engenheira, gestora, empresaria, activista, ou seja, a mulher tem um papel importante na luta contra a corrupção.

Activista Carmen Mateia, não ficou de fora ao concordar com a análise da Jurista Síria Capingala ao concordar que sim existe uma força no nosso pais para o combate à corrupção.

Carmen Mateia coloca a mulher na posição de estrato no sentido de em quanto ser social e em quanto ser profissional a mulher tem força principalmente no país em questão de igualdade, e na sua maioria a maior parte das famílias tem como principais responsáveis as mulheres, neste aspeto sociais as mulheres acabam por corresponder esse papel na medida em que são elas que educam as famílias.

Mas em quanto seres profissionais e sociais, o papel da mulher deve ser levado numa espectativa mais de engajamento sociais e mesmo que elas eduquem os filhos de forma monoparental ou que elas sejam profissionais nas suas diversas áreas e que elas estejam engajadas na luta anticorrupção. Não só numa perspetiva de serem mulheres e mãe, mas porque a corrupção afeta o próprio modo de vida das mulheres e nas decisões que elas acabam tomando.

Acreditam que as iniciativas de aumentarem a participação no governo irão ajudar a reduzir a corrupção?

 Carmen afirma que os direitos das mulheres também são direitos humano, não só o facto das mulheres estarem presentes na governação local significa que o nível de corrupção vai baixar, embora não existem estudo que comprovam que as mulheres são menos corruptíveis que os homens, por tanto as mulheres precisão estar nos espaços em que se tomam as decisões para que essas decisões reflitam as necessidades das mulheres…

Venário Colino ouvinte da rádio eclésia, dá a sua opinião consoante o tema. Afirmando que a corrupção tem vários âmbitos, que são âmbito político, social e económico.

Porém a mulher tem que combater a corrupção começando na base que é a moral, porque quando a nossa moral é corrompida aí começa o início de tudo, ou seja, o modo de combater à corrupção deve combater no âmbito moral que é a base do princípio da corrupção, nesse momento as mulheres deveriam estar mais unidas e realizariam mais campanhas de moralização ao nível do nosso país, não importando a posição política da pessoa nem religiosa.

Como conclusão, Carme Mateia esclarece a importância das mulheres refletirem sobre o papel das mulheres no combate a corrupção e deve ser activa porque as consequências acabam ser muito mais lesiva para todas as mulheres. Todas somos chamadas a nos engajarmos em grupo de pressão e acção e cada vez mais condenem.

 Que toda vez que ocorrer uma pratica lesiva entre as mulheres, principalmente em termos de corrupção todas devemos nos posicionar e tomar  uma atitude positiva,  e que também nos posicionemos no sentido de querermos participar dos espaços em que se tomem decisões politicas e públicas e que têm haver com as mulheres , por que só nós as mulheres soubemos as nossas reais necessidades e só assim conseguiremos mudar esse paradigma em que as mulheres são exploradas sexualmente e não só por causa da corrupção.

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